Se você passa dos 30 anos , é provável que já tenham aparecido alguns fios de cabelo branco. É um processo natural de envelhecimento que não há controle, porém, existem alguns fatores que influenciam no surgimento de fios sem coloração.

Isso ocorre por conta da alteração na produção de melanina, que dá cor tanto ao cabelo, quanto à pele e aos olhos. Ela nada mais é que uma proteína produzida a partir de um aminoácido essencial por células especializadas denominadas de melanócitos.

Para os cabelos, há dois tipos de melanina: a eumelanina (cabelo castanho e preto) e feomelanina (cabelo castanho avermelhado e loiro). Com o passar dos anos, a produção de ambos os tipos se altera, por isso, a mudança na cor dos fios.

De acordo com a dermatologista Camila Rosa, essa transição de cor pode sofrer influência tanto de fatores internos, como de externos. “Estresse, má alimentação, poluição e exposição contínua à radiação solar podem acelerar o processo”, explica a médica da Clínica DUO +.

Quem deseja retardar o aparecimento ou multiplicação de fios brancos, deve investir em uma boa qualidade de vida, segundo Camila. “Ter uma alimentação saudável e balanceada, ocasionalmente podendo ser necessário o uso de suplementos”, afirma.

Sobre a crença de que arrancar um fio branco faz com que nasçam mais, a médica diz tratar-se de um mito. Segundo ela, se o cabelo branco for continuamente arrancado, o que pode acontecer é ele não nascer nunca mais.

Fim da ditadura da tintura

Se por um lado, há quem queira se livrar dos brancos, há quem torça para eles dominarem logo a cabeça. Várias mulheres a partir dos 40 anos têm se libertado de um padrão único de beleza e abandonado a tintura.

Para a antropóloga e professora universitária Débora Diniz, estamos vivendo a revolução grisalha e estética, onde cada vez mais mulheres querem se assumir como são e não seguir em busca da juventude eterna.

Crédito: Divulgação/Carlos Moura/STF Débora Diniz acredita na revolução estética como libertação

“É a afirmação da possibilidade da existência do próprio corpo sem a sua adequação a um único padrão de beleza feminino. A possibilidade de existir com o branco, a possibilidade de existir com as rugas, com o corpo com outras formas, foram conquistas do feminismo. Então, pode não ser uma atitude individual feminista, mas foi uma conquista do feminismo”, afirma a antropóloga.

Fonte: Catraca Livre – shorturl.at/jsGUX